Reações ao Clássico: Mourinho Cético, Farioli Lamenta Falta de Eficácia

  1. Mourinho: “considero difícil a recuperação de sete pontos”
  2. Farioli: “Temos de assumir a responsabilidade.”
  3. Diogo Costa: “faltou-nos um pouco mais de maturidade.”
  4. Roupeiro do FC Porto atingido por pedra.

Após o intenso clássico que terminou num empate a duas bolas entre Benfica e FC Porto, José Mourinho, treinador dos encarnados, partilhou as suas perspetivas sobre o resultado e as implicações na corrida pelo título. Em declarações, Mourinho foi direto ao abordar a situação do campeonato: “Aconteceu o mesmo na primeira volta, os quatro primeiros empataram e a classificação não se altera. A única coisa que se altera é que já não podemos jogar com o FC Porto e não podemos recuperar pontos a esse adversário. Faltam agora 27 pontos, ainda está lá, mas, honestamente, considero difícil a recuperação de sete pontos. Sete pontos não me parece fácil, é fácil de identificar como o FC Porto joga, para eles perderem pontos não me parece fácil”, disse Mourinho. Esta análise sublinha o ceticismo do treinador quanto à capacidade de recuperar pontos perdidos, dada a consistência do adversário portista.

Mourinho também abordou o desempenho da equipa, fazendo uma comparação com encontros anteriores e a forma como o Benfica se apresentou em campo. “O FC Porto conseguiu superioridade em função do que foi o nosso jogo. O jogo em que sentimos que dominámos foi o da Taça, onde fizemos um grande jogo. Hoje muita bola perdida, uma intensidade física, nem se trata de condição física, é de ADN. É olhar para o perfil do FC Porto, é diferente do nosso. Se não entramos bem no jogo, não temos hipótese. Fizemos isso na primeira parte e o primeiro golo que sofremos foi ridículo. Cometemos erros e entregámos o jogo ao FC Porto, jogámos da forma como o adversário queria. Na segunda parte, conseguimos inverter as coisas, também do ponto de vista emocional, mas a sentir a mesma dificuldade na transição. Eles tiveram situações a campo aberto, o que não pode acontecer e sem Aursnes a nossa música é diferente”, explicou Mourinho. O treinador lamentou ainda a ausência de Aursnes e a diferença que a sua presença faz ao modelo de jogo da equipa. Em relação às substituições e à gestão da equipa, Mourinho foi pragmático: “Senti-me muito limitado, apesar de não gostar muito de o fazer é tão óbvio que tenho de o fazer. Uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro, outra coisa é jogar com Rios e Enzo, não digo que uns são melhores do que outros, o perfil é que é completamente diferente. Para o FC Porto, foi melhor o Benfica que nós fomos. Na segunda parte, a preocupação ao intervalo, fui estando muito limitado com as substituições, porque o Barreiro não podia jogar mais do que 10 ou 15 minutos, foi ele que definiu os timings. O Manu é muito parecido com o Enzo no perfil, o Sudakov, situação parecida com o Barreiro e o Lukebakio ainda sem condições para entrar ao intervalo. Ao intervalo quis equilibrar a equipa do ponto de vista psicológico, não quis que a equipa, por estar a perder 2-0 e a fazer um jogo horrível, não podia pensar que ia rebentar com eles. Não vamos nada rebentar com eles, eles é que rebentam connosco se não fossemos equilibrados quando trocaram os alas para tirar dois Ferraris e meter dois Mclarens, o risco estava sempre ali. Mas fomos, fizemos o 2-1, ao intervalo dissemos que se fizesse o 2-1, o jogo podia mudar, como mudou. Foi coração, orgulho, desejo de ganhar, se não ganharmos pelo menos não perdemos, jogámos por nós, classificação e adeptos. Eu diria que, de acordo com o que eles queriam fazer e o que nós queríamos fazer, o adversário foi mais forte do que nós”, detalhou o treinador.

Do lado do FC Porto, Francesco Farioli também ofereceu a sua perspetiva, lamentando a falta de eficácia da sua equipa, apesar de ter elogiado a consistência defensiva. “Não sei bem. Tudo pode acontecer, o FC Porto tem mais quatro pontos, mas não posso esconder que não é o cenário ideal. Temos de assumir a responsabilidade. Quando temos sete ou oito chances para matar o jogo e não o fazemos, perdemos a chance de marcar e temos de pagar o preço. A primeira parte foi muito boa, a combinação do primeiro golo foi muito boa, com muitos passes. O que não é fácil contra este oponente. Temos de respeitar. Não é o resultado que queríamos, mas vamos aceitá-lo”, afirmou Farioli. O treinador destacou a boa performance defensiva: “Defendemos muito bem. É normal conceder contra o Benfica, Lukebakio é um grande jogador e teve um grande impacto. Tal como o Ivanovic, trouxeram a energia certa à equipa”, concluiu Farioli.

Diogo Costa, guarda-redes do FC Porto, admitiu que faltou maturidade à equipa na gestão do jogo: “Entrámos muito bem no jogo, com a energia certa para querer mudar o jogo do ano passado, entrámos com a atitude correta, a ganhar duelos, com personalidade. Na segunda parte entrámos bem, mas ao longo do tempo não soubemos gerir bem o jogo, faltou-nos um pouco mais de maturidade. Com o empate fica tudo igual”. Sobre o seu papel na construção, acrescentou: “É um estilo de jogo que, desde a chegada do mister Farioli, ele implementou. Fico muito contente por dar essa confiança na construção, que foi sempre à procura de agredir e não de mastigar o jogo. Não soubemos gerir bem a meio da segunda parte”. A corrida pelo título, para o guardião, “continua tudo igual, temos de acreditar no nosso trabalho, somos trabalhadores, procuramos esforçar-nos mais do que o nosso adversário. Um pouco frustrado por este empate, merecíamos muito mais, mas continuamos na luta”, declarou Diogo Costa. Otamendi, por sua vez, analisou o lado do Benfica: “O resultado não é o que queríamos, precisávamos de vencer. Nos primeiros 45 minutos, distrações nossas permitiram o golo do adversário. Ainda assim, procurámos a baliza contrária. Fica um sabor amargo, porque perdemos pontos. A ideia era somar os três pontos. Ainda acreditamos no título, faltam nove finais. Há que continuar e vencer. Acredito que quem está acima ainda vai perder pontos”, afirmou Otamendi. O roupeiro do FC Porto foi atingido por uma pedra, de acordo com relatos do Record.

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