Mourinho critica defesa do Benfica após empate com FC Porto: 'Absolutamente ridículo'

  1. Mourinho criticou desempenho defensivo do Benfica.
  2. Empate a duas bolas contra o FC Porto.
  3. Aursnes foi fator que afetou o equilíbrio.
  4. FC Porto mais perto de ganhar.

José Mourinho expressou o seu profundo descontentamento com o desempenho defensivo do Benfica no recente Clássico, que culminou num empate a duas bolas frente ao FC Porto. As suas declarações apontam para falhas gritantes na organização defensiva, especialmente no segundo golo sofrido pela equipa. A ausência de Fredrik Aursnes também foi destacada como um fator que afeta o equilíbrio da equipa.

O técnico português não poupou críticas à forma como a equipa se comportou em campo, contrastando a partida com um encontro anterior que dominou: “Conseguiram uma superioridade em função do jogo. O jogo em que dominámos [contra o FC Porto] foi na Taça de Portugal. Praticamente sem nenhuma perda de bola. Fizemos um grande jogo no Porto. E hoje, logo desde o princípio, muita bola perdida. Uma intensidade física diferente, o perfil dos jogadores do FC Porto é diferente. A velocidade dos alas, o poder dos médios, saem um, entra outro. Se não tens um grande controlo no jogo, não tens hipótese. Fizemos isso na primeira parte”, afirmou Mourinho.

A análise de Mourinho sobre o segundo golo é particularmente reveladora da sua frustração: “O segundo golo que sofremos é absolutamente ridículo. Onde estava o lateral-direito? O central-direito, o médio do lado direito? Tem de vir o central do lado oposto [Otamendi] fazer um contra um. Cometemos erros, o Benfica cometeu muitos erros e entregou o jogo ao FC Porto. Na segunda parte, conseguimos inverter as coisas, mas a sentir as mesmas dificuldades em transição. Não podes ter muita transição com o FC Porto. Eles tiveram mais quatro ou cinco situações em campo aberto. É verdade, e não foram eficazes. Tens de ter segurança no jogo. Sem Aursnes, a nossa música é diferente”, explicou o técnico.

Mourinho foi ainda mais incisivo ao admitir a superioridade do adversário nalguns aspetos: “Eles estiveram mais perto de ganhar do que nós”. Para fundamentar esta perspetiva, acrescentou: “Honestamente, são muito superiores a nós na intensidade do jogo”. O treinador destacou que essa intensidade do FC Porto, combinada com a “fisicalidade tremenda”, torna o conjunto “muito difícil” de defrontar, uma vez que o Benfica “perde muita bola”, levando a que se corra “atrás deles”, sendo que “eles vão de mota e tu vais de bicicleta”.

A ausência de jogadores como Aursnes e Leandro Barreiro foi reiteradamente mencionada por Mourinho como um fator de desequilíbrio: “nessa partida havia Fredrik Aursnes e Leandro Barreiro. Desta vez, um estava lesionado, o outro não dava para todo o jogo - não mais do que 10/15 minutos, segundo José Mourinho -, mas ainda entrou para marcar o golo decisivo”. O técnico argumentou que o perfil diferente destes jogadores faz com que o Benfica se torne “aquilo que o FC Porto queria”.

Apesar do empate, Mourinho não escondeu que o FC Porto poderia estar mais satisfeito com o resultado, mesmo que a intenção fosse a vitória. “Fizeram o seu jogo e fizeram um grande jogo. Nós fizemos uma péssima primeira parte, porque permitimos que eles jogassem o jogo que queriam”, declarou.

Relativamente às aspirações ao título, José Mourinho foi pragmático e admitiu que é “muito difícil” recuperar os sete pontos que separam a sua equipa do atual líder da tabela classificativa, apesar de “futebol é matemática” e, enquanto houver uma

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