Clássico Benfica vs. FC Porto termina em empate e com polémica

  1. Empate a 2-2 no Estádio da Luz.
  2. FC Porto mantém liderança da I Liga.
  3. José Mourinho criticou arbitragem.
  4. Francesco Farioli lamentou ineficácia.

O clássico entre Benfica e FC Porto, referente à 25.ª jornada da I Liga, terminou num empate a duas bolas no Estádio da Luz, um resultado que mantém o FC Porto na liderança do campeonato. A partida foi marcada por reviravoltas e, no final, por uma acesa troca de palavras entre o treinador do Benfica, José Mourinho, e o adjunto do FC Porto, Lucho González, bem como queixas de penálti por parte dos encarnados. O jogo viu o FC Porto adiantar-se no marcador, com golos de Froholdt e Pietuszewski, mas o Benfica conseguiu a recuperação na segunda parte, com Schjelderup e Leandro Barreiro a selarem o empate. Este resultado, combinado com o empate do Sporting em Braga, deixa o FC Porto com 66 pontos, mantendo uma vantagem de quatro pontos sobre o Sporting e sete sobre o Benfica.

As reações pós-jogo foram intensas, especialmente por parte de José Mourinho, que foi expulso. O técnico abordou a sua expulsão e o confronto com Lucho González. “Gostaria de falar sobre o jogo e a expulsão. Relativamente a isso, o árbitro disse que me expulsou porque rematei uma bola contra o banco do FC Porto, o que é completamente falso. O elemento do banco do FC Porto que também foi expulso chamou-me traidor 50 vezes. Gostaria que explicasse: traidor de quê? Estive no FC Porto, dei a minha alma ao FC Porto, estive no Chelsea, no Inter Milão, dei a minha alma. Acho que é a isto que se chama profissionalismo. Uma coisa são os insultos dos adeptos, isso é futebol. Não há problema. Mas um colega de profissão chamar-me traidor de quê? De dar tudo ao Benfica? Não gostei”, afirmou Mourinho, que depois revelou o nome do adjunto. “O Lucho. Mas não foi uma vez, foram 20 ou 30. Ele, quando foi para o Marselha, era traidor? Traidor de quê? Podia ter-me insultado de uma maneira que eu aceitasse melhor, mas acho que foi um ataque ao meu profissionalismo, que é algo que prezo tanto. Onde estamos, vamos com tudo. Fiquei um bocadinho desiludido no sentido em que é um profissional como eu, defendeu diferentes camisolas. Não entendi a do traidor”, acrescentou, defendendo a sua postura profissional. O treinador do Benfica também teceu considerações sobre o desempenho da sua equipa. “Sobre o jogo, durante uma grande parte do jogo, eles estiveram mais perto de ganhar do que nós. Construíram uma equipa com uma ideia, é o que querem, o perfil de jogadores que foram buscar é para o que querem. É muito difícil jogar contra o FC Porto. São superiores a nós na intensidade do jogo, o jogo que fizemos melhor dos três foi o da Taça de Portugal, porque jogámos com Aursnes e Barreiro no meio-campo. Tivemos muita bola e perdemos pouca bola”, analisou Mourinho, que também criticou a arbitragem. “Fui mal expulso. O quarto árbitro fez um trabalho péssimo durante todo o jogo”, criticou. O técnico ainda comparou as atuações das duas metades do jogo. “Não vieram defender. Apanharam-se em vantagem e são peritos na gestão de jogo e tempo e levam o João Pinheiro atrás. Péssima primeira parte, permitimos que fizessem o jogo que queriam jogar. Senti-me limitado. Uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro, outra com Enzo e Ríos. O perfil de jogo é completamente diferente. Para o FC Porto é muito melhor o Benfica que fomos”, atirou, antes de explicar as decisões que foi tomando. “Ao intervalo, estando limitado com as substituições — o Barreiro só podia 10, 15 minutos, o Manu é parecido ao Enzo –, onde sentia mais necessidade de mexer, não pude. Sudakov igual ao Barreiro, Lukebakio sem condições para meter ao intervalo. A preocupação foi equilibrar do ponto de vista psicológico. Não vamos rebentar com eles, eles é que rebentavam connosco se não fôssemos equilibrados. Com o 2-1 o jogo poderia mudar como mudou. Foi coração, foi orgulho, desejo de ganhar. Jogámos por nós, pela classificação, pelos adeptos, pelo significado do jogo. De acordo com o que queriam fazer e o que nós queríamos, foram mais fortes”, concluiu.

Do lado do FC Porto, o treinador Francesco Farioli analisou o desempenho da sua equipa e lamentou a falta de eficácia. “O jogo foi claro nas suas dinâmicas, viemos aqui para ganhar. Acho que tivemos um começo muito forte, uma primeira parte muito boa e depois a falta de eficiência para fechar o jogo quando tivemos cinco, seis oportunidades para matar o jogo, não o fizemos e pagámos o preço”, referiu Farioli, que também comentou sobre os golos sofridos e a gestão do jogo. “Dois golos completamente diferentes, o primeiro surge de uma ação fantástica, o segundo surge de um contra-ataque. São dois momentos separados e muito diferentes. Tivemos um controlo de jogo e um domínio de bola muito bons na primeira parte, mas na segunda o padrão foi a falta de eficiência para finalizar e isso manteve o nosso adversário no jogo. Com a qualidade que eles têm, acabámos por pagar o preço. É uma pena não termos conquistado os três pontos, mas é importante mudar o chip e prepararmo-nos para o próximo jogo”, acrescentou. O guarda-redes Diogo Costa, questionado sobre a importância da sua construção e sobre o último lance do jogo, frisou que “como sabem, é o estilo de jogo que o mister Farioli implementou desde que chegou. Fico contente por dar confiança nesse aspeto. Mas a nossa construção foi sempre à procura de agredir e não de mastigar o jogo. Foi isso que tentámos fazer, não soubemos gerir bem o tempo do jogo a meio da segunda parte.” E sobre o possível penálti, “estou tranquilo, não há qualquer penálti”, disse. Já Nicolás Otamendi, defesa-central do Benfica, ainda acredita no título. “Não é o resultado que queríamos, precisávamos de somar os três pontos. Nos primeiros 45 minutos tivemos distrações e eles marcaram. Mesmo assim, procuramos sempre a baliza contrária e não conseguimos finalizar o jogo. Há um sabor amargo, perdemos pontos, a nossa ideia era conquistar três. Ainda acreditamos, faltam nove jogos, que para nós são finais. Precisamos de continuar a somar vitórias. Acredito que os adversários que estão acima de nós vão perder pontos, é acreditar até ao final.” Otamendi também falou sobre a energia dos adeptos. “Sabemos que os nossos adeptos são a nossa motivação, quando eles estão connosco acreditamos até ao fim. Temos de estar juntos neste momento, ainda falta. Precisamos de estar juntos em todos os momentos.”

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