Rafael Obrador, lateral-esquerdo de 22 anos, que não conseguiu convencer José Mourinho em quatro meses no Benfica, é agora uma das figuras da segunda metade da temporada 2025/26 no Torino. Após um empréstimo dos encarnados ao clube italiano, as suas exibições na Serie A têm sido elogiadas, resultando na recuperação do prestígio que o acompanhava antes de chegar à Luz, vindo da formação do Real Madrid e de uma boa passagem pelo Deportivo.
Obrador, que soma seis jogos pelo Torino – cinco na Serie A e um na Taça de Itália –, com quatro titularidades e um total de 329 minutos em campo, destacou-se recentemente ao fazer a assistência para o golo de Duván Zapata, que selou o triunfo por 2-0 sobre a Lazio. Esta performance renovou as expectativas em relação ao internacional sub-21 espanhol, e o seu cruzamento perfeito a partir do lado esquerdo é agora considerado uma das suas principais armas.
O empréstimo de Obrador ao Torino, que se estende até ao final da temporada, inclui uma cláusula de opção de compra fixada em nove milhões de euros. O Benfica, que adquiriu o passe do jogador ao Real Madrid por cinco milhões de euros (negócio envolvido na transferência de Álvaro Carreras para a capital espanhola), projeta um encaixe financeiro considerável. No entanto, o Real Madrid mantém o direito a receber 50% de uma eventual mais-valia. Caso o Torino exerça a opção de compra, o Benfica receberá sete milhões de euros, após deduzir os dois milhões de euros devidos aos merengues. Além disso, o Benfica SAD assegura uma sell-on fee
de 10% numa potencial futura transferência do jogador, segundo o recente Relatório e Contas do primeiro semestre de 2025/26.
Apesar de ter chegado ao Benfica com grandes expectativas, Obrador disputou apenas três jogos pela equipa principal, tendo ainda uma assistência pela equipa B. A sua saída por empréstimo para Itália foi motivada pela falta de espaço no esquema de José Mourinho, o que o levou a procurar novas oportunidades para demonstrar o seu potencial. O jogador tem contrato com o Benfica até junho de 2030, blindado por uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros, o que sugere uma ampla margem para valorização, independentemente de permanecer ou não no Torino.