Apesar da eliminação no play-off da Liga dos Campeões, que impediu o Benfica de arrecadar mais 11 milhões de euros, o clube encarnado garantiu uma receita europeia de 53,1 milhões de euros. Este valor representa a quinta maior receita de sempre do Benfica em campanhas europeias, ficando apenas atrás das épocas de 2022/2023, 2024/2025, 2021/2022 e 2018/2019. O montante é, todavia, inferior aos 71,4 milhões de euros recebidos na temporada anterior, quando a equipa chegou aos oitavos de final da competição.
Os 53,1 milhões são compostos pela participação na fase de grupos (18,62 milhões), pelo valor pilar (23,26 milhões) e pelo desempenho desportivo (11,22 milhões). Enquanto o Benfica encerra a sua participação europeia com este encaixe, o Sporting já tem garantidos 67,09 milhões de euros, aguardando o seu adversário nos oitavos de final, que sairá do embate entre o Bodo/Glimt e o Real Madrid.
Em paralelo, o Relatório e Contas da Benfica, SAD revela um resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre do exercício 2025/26, o que representa uma melhoria de 0,7% face ao período homólogo e o terceiro resultado positivo consecutivo num primeiro semestre. Os rendimentos operacionais, excluindo os direitos de atletas, atingiram 106,9 milhões de euros, um crescimento de 1,1%, impulsionado pelo aumento de 17,9% nos rendimentos de matchday. As receitas de televisão também registaram um crescimento de 4,6%, alcançando 27,4 milhões de euros, devido principalmente ao contrato com a NOS, cuja renovação para 2026/27 e 2027/28 garantirá o crescimento futuro das receitas. Os rendimentos totais da SAD, contudo, decresceram 7,5%, fixando-se em 198,4 milhões de euros, explicado pela diminuição das transações de direitos de atletas. Os gastos operacionais sem direitos de atletas diminuíram 6,3%, para 113,4 milhões de euros, devido à redução dos gastos com pessoal.
O ativo da Benfica, SAD aumentou 13,7%, atingindo 672 milhões de euros, enquanto o passivo cresceu 8,5%, para 515,1 milhões de euros, principalmente devido ao aumento dos saldos com fornecedores e outros credores. A dívida líquida aumentou em 1,3% para 199,4 milhões de euros. O relatório também detalha os ganhos reais de transferências de jogadores, revelando que o Benfica recebeu apenas 36,6 milhões de euros pela venda de Carreras ao Real Madrid, um valor abaixo dos 50 milhões anunciados, após deduções de mecanismos de solidariedade, compromissos com terceiros e valor contabilístico do jogador. Já na transferência de Kökçü para o Besiktas, de uma venda anunciada de 30 milhões de euros, o encaixe foi de apenas 10,6 milhões de euros. A venda de Florentino ao Burnley, por sua vez, rendeu um ganho de 22,3 milhões de euros dos 26 milhões anunciados, após a dedução de comissões e mecanismo de solidariedade.