O Benfica sofreu uma derrota no Santiago Bernabéu, perdendo por 2-1 (3-1 no agregado), mas as estatísticas pós-jogo, fornecidas pelo Sofascore, parceiro do Maisfutebol, sugerem que o desfecho poderia ter sido diferente. Os dados de golos esperados (xG) indicam que o clube português teve um desempenho ofensivo superior ao do seu adversário espanhol, que se revelou mais eficaz nas suas oportunidades.
O conceito de xG calcula a probabilidade de uma equipa marcar golos com base na qualidade e número de remates. O Real Madrid registou um xG de 0.98, conseguindo converter dois golos, enquanto o Benfica, com um xG de 1.64, marcou apenas um. As oportunidades mais claras do Real Madrid, que resultaram em golo, foram de Vinicius (0.23 xG) e Tchouaméni (0.17 xG), indicando que foram lances de menor probabilidade, mas capitalizados com sucesso. No entanto, o Benfica falhou em converter oportunidades com maior xG, como as tentativas de calcanhar de Pavlidis (0.41 xG) e Rafa Silva (0.29 xG), e mesmo o golo do próprio Rafa Silva, que teve um xG de 0.55.
Para além da ineficácia ofensiva, a análise destaca a performance do guarda-redes Anatoliy Trubin como um fator crucial na derrota. O índice de golos impedidos de Trubin foi de -1.13, o que significa que o ucraniano sofreu mais golos do que o esperado para a qualidade dos remates enfrentados. Em contrapartida, o guarda-redes do Real Thibaut Courtois teve um índice positivo de 0.33, com quatro defesas contra as duas de Trubin. As estatísticas também revelam que ambas as equipas tiveram quatro remates à baliza, mas o Benfica demonstrou maior presença na área adversária, com 30 toques contra 19 do Real, e superioridade nos duelos. Estes números sublinham que, apesar de um desempenho ofensivo promissor e domínio em alguns aspetos do jogo, a falta de pontaria e a exibição menos conseguida de Trubin condicionaram o resultado final. Agora, e com a Champions League fora do caminho, o Benfica terá que focar as suas atenções na luta pelo Campeonato Nacional.