A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a monitorizar de perto a situação de violência no México, após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), conhecido como 'El Mencho'. Este acompanhamento surge a pouco menos de um mês do jogo particular que a seleção portuguesa tem agendado com a seleção mexicana, no Estádio Azteca, na Cidade do México, a 28 de março. A partida marca a reabertura do renovado estádio e servirá de preparação para o Mundial 2026.
A FPF, em comunicado, expressou a sua “expectativa” em relação à concretização do encontro. Contudo, “a evolução recente dos acontecimentos exige uma avaliação contínua das condições associadas à deslocação da comitiva da FPF”, alertou a entidade, acrescentando que a segurança de todos os envolvidos é a prioridade máxima e “o critério orientador de todas as avaliações e decisões relativas à realização do jogo”. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, apesar da onda de violência, mostrou-se “tranquilo” em relação ao sucesso dos jogos do Mundial 2026 no México, afirmando que “está tudo a correr muito bem” e que “tudo será fantástico”.
O jogo no México é o primeiro de dois particulares que a seleção portuguesa jogará na América do Norte. Três dias depois, a equipa das quinas defronta os Estados Unidos no Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta, outra das cidades-sede do Mundial 2026. A FPF sublinha que, neste contexto, “as indicações do Governo português são fundamentais e determinantes para o acompanhamento da situação”, e acrescentou que “qualquer decisão será tomada em resultado de uma monitorização permanente, em articulação estreita com o Governo e em sintonia com a Federação Mexicana de Futebol (FMF), entidade com a qual a FPF mantém excelentes relações institucionais e contactos regulares”. Portugal vai disputar a sua nona fase final do Mundial, a sétima consecutiva, e está integrado no Grupo K, onde irá defrontar a Colômbia, o Uzbequistão e o vencedor do primeiro caminho do play-off intercontinental.