O futebolista do Benfica, Fredrik Aursnes, reiterou esta terça-feira a sua firme posição contra o racismo, classificando-o como “totalmente inaceitável em qualquer lugar”. A declaração foi proferida em Madrid, na conferência de imprensa prévia ao confronto da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, evidenciando a sensibilidade em torno do tema que tem envolvido o clube e um dos seus jogadores. Aursnes, no entanto, optou por não se alongar sobre o caso específico de Gianluca Prestianni, que tem sido alvo de atenção mediática devido a alegados insultos racistas. A postura do jogador denota a complexidade da situação, com o Benfica a aguardar desenvolvimentos sobre o inquérito disciplinar da UEFA. Questionado sobre Prestianni, o jogador disse que não iria fazer comentários sobre o tema, mas que, genericamente, considera que “não há qualquer espaço para o racismo em nenhum lugar”.
Apesar da controvérsia, Aursnes salientou que o Benfica se mantém focado no crucial jogo da Champions, apesar de admitir que a última semana foi “um pouco diferente” para a equipa. A união do grupo e a preparação para o desafio foram destacados como prioridades, com os jogadores a manifestarem confiança na vitória. A ausência de Prestianni, suspenso preventivamente pela UEFA, e a possível indefinição no onze inicial do Benfica, conforme avançado por várias fontes, adicionam uma camada de incerteza ao encontro. Em resposta a várias perguntas sobre o caso, Aursnes disse apenas que a última semana foi “um pouco diferente” para a equipa do Benfica, mas que o grupo tem trabalhado para se manter unido e que os jogadores estão preparados para o encontro de quarta-feira e acreditam na vitória.
O jogo no Santiago Bernabéu promete ser intenso, não só pela importância da qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões, mas também pelo ambiente de “alto risco” classificado pelas autoridades espanholas. Com um dispositivo de segurança robusto e a expectativa de mais de 4.200 adeptos do Benfica, a partida transcende o mero espetáculo desportivo, tornando-se um palco para o clube demonstrar resiliência e foco, tanto dentro como fora das quatro linhas. O jogo com os “merengues” acontece debaixo de um ambiente tenso, com o Benfica a apoiar o seu jogador, que sempre afirmou não ter referido o insulto do qual Vinícius Júnior o acusa: “mono” (macaco).