Rui Costa defende Prestianni e esclarece polémica no túnel do Benfica

  1. Rui Costa defende Prestianni
  2. Benfica nunca terá um jogador racista
  3. Polémica no túnel: nada aconteceu
  4. Benfica avança com recurso na UEFA

Rui Costa, presidente do Benfica, falou esta terça-feira sobre o caso de Gianluca Prestianni e as polémicas após o jogo da Luz, antes da partida para Madrid onde o clube vai discutir o acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O líder encarnado fez questão de esclarecer os acontecimentos no túnel e defendeu o jovem jogador argentino das acusações de racismo.

Sobre a polémica no túnel após o jogo contra o Real Madrid, Rui Costa foi perentório: “Rui Costa foi ao túnel precisamente porque o jogo acabou como acabou e a principal preocupação do presidente do Benfica foi não perder nenhum jogador para o jogo da segunda volta. De facto, não aconteceu rigorosamente nada, porque se tivesse acontecido alguma coisa, no meio de toda a gente no túnel, os delegados da UEFA poderiam ter escrito alguma coisa, mas não escreveram. Não se passou rigorosamente nada. Houve conversas no túnel, conversas para apaziguar todas as situações que vinham do campo para que não se perdesse nenhum jogador para a segunda volta.” O presidente reforçou a ideia, afirmando: “Vocês têm as imagens disso. Se vocês têm as imagens, em vez de estarem a dizer que o Rui Costa andou ao soco, bastava olhar para as imagens. Porque as imagens não mentem. O Rui Costa foi ao túnel precisamente porque o jogo acabou da maneira como acabou e a principal preocupação do presidente do Benfica foi não perder mais nenhum jogador para o jogo da segunda mão. E, de facto, não aconteceu rigorosamente nada”. Acrescentou ainda: “Estavam os delegados da UEFA, que poderiam ter escrito o que não escreveram, porque não se passou rigorosamente nada. Houve conversas no túnel para apaziguar todas as situações que vinham de dentro do campo, para que não se perdesse nenhum jogador para a segunda volta. E isso foi o que aconteceu, nada mais do que isso. Se têm as imagens, os títulos é que estavam trocados, as imagens mostram que os títulos estavam trocados”.

Em relação ao caso Prestianni, Rui Costa defendeu veementemente o seu jogador, que foi acusado de racismo por Vinícius Júnior e suspenso preventivamente pela UEFA. O presidente garantiu: “O Benfica não permitiria ter um jogador racista no plantel”. E elaborou: “As críticas baseiam-se em quê? Numa situação de jogo. O Benfica ao longo da sua história tem sido um exemplo de inclusão e não ao racismo. Tem um jogador africano como a sua maior bandeira. Há um incidente em campo que está para ser resolvido e o Benfica tem colaborado em tudo. Todos viram a quantidade de escaramuças que houve dentro de campo, num jogo de Liga dos Campeões, e o Benfica nunca se sentirá beliscado em relação à questão do racismo porque é um exemplo social”. Sobre a conversa com o jogador, Rui Costa afirmou: “É evidente que falámos todos. É evidente que houve uma conversa com toda a gente. É evidente que esta situação é incómoda para toda a gente. Incómoda para o clube e incómoda para o jogador, que está a ser crucificado, e garanto que não se trata de um jogador racista, caso contrário não representaria o Benfica”. O presidente reforçou a ideia, dizendo: “Volto a dizer aquilo que eu disse: não desvalorizando uma situação humana, estamos a falar de uma situação de campo, onde vocês assistiram a tudo o que se passou. E, portanto, isso não belisca minimamente aquilo que é o Benfica enquanto clube inclusivo, enquanto clube antirracista, e que não permitiria nunca ter jogadores racistas dentro do plantel. Este é um ponto que eu quero deixar bem claro. Mesmo muitas vezes dentro do campo há muitas ofensas de parte a parte, com certeza que o Prestianni também foi bastante ofendido. Agora, acreditamos no nosso jogador, sobretudo porque garanto que não se trata de uma pessoa racista. Caso contrário, era eu o primeiro a tomar nota disso e a não permitir que um jogador racista representasse um clube da dimensão do Benfica, que tem na sua matriz uma história de tudo aquilo que é antirracista”. O apoio ao jogador foi reafirmado: “O Prestianni fez a sua defesa. Falou sobre a sua defesa e depois protege-se o jogador que está a ser massacrado por toda a gente. Volto a dizer o que acabei de dizer: estamos a falar de um jogador, de uma pessoa, que eu garanto que não tem nada de racista. Portanto, é tão simples quanto isto e por isso merece o nosso apoio”. E concluiu sobre este ponto: “Volto a dizer também aquilo que eu disse ali há pouco: o Benfica não permitiria ter um jogador racista dentro do plantel”, e “o Benfica estará ao lado do Prestianni. É nosso jogador. Mas não só pelo facto de ser nosso jogador. Repito aquilo que me parece a situação mais pertinente numa situação destas: Prestianni não é racista, está a ser condenado por racismo quando não é racista. E, portanto, por isso mesmo merece o nosso apoio”.

Relativamente à suspensão de Prestianni e ao recurso apresentado pelo Benfica, Rui Costa salientou: “Temos este caso pelo meio, que acabamos por estar impossibilitados de usar o Prestianni. Metemos o recurso porque entendemos que nada está provado e não justifica a ausência do jogador neste jogo. Também pensávamos que a UEFA olhasse para um caso - e uma coisa não elimina a outra, falamos de casos diferentes, mas se por um lado se não queremos usar os outros casos que se passaram no jogo em casa para anular a situação do Prestianni, também não podemos esquecer o que se passou no jogo em casa. Pareceu-nos claro e evidente de que há uma agressão clara de Valverde e que deveria ficar fora deste jogo”. Sobre a conversa com o grupo e Mourinho, o presidente clarificou: “Críticas a Mourinho? Mas as críticas baseiam-se no quê? Numa situação de jogo. É evidente que houve uma conversa com toda a gente. A situação é incómoda para o clube e para o jogador que está a ser crucificado. Garanto que não é um jogador racista, porque se fosse não representaria o Benfica. Foi uma semana complicada para todos. Não desvalorizando uma situação humana, estamos a falar de uma situação de campo, em que vocês assistiram a tudo o que se passou. Isso não belisca minimamente o que é o Benfica enquanto clube inclusivo, enquanto clube antirracista. Não permitiria nunca ter jogadores racistas no plantel. É um ponto que quero deixar bem claro, dentro do campo há muitas ofensas de parte a parte. Com certeza que o Prestianni também foi bastante ofendido. Acreditamos no nosso jogador sobretudo porque garanto que não se trata de uma pessoa racista. Caso contrário era eu o primeiro a tomar nota disso e a não permitir que um jogador racista representasse um clube da dimensão do Benfica”

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