Após as declarações do empresário Gastón Fernández sobre Gianluca Prestianni, ficou evidente que o assunto continua a provocar reações e análises contraditórias no futebol português. Fernández garantiu: “Tudo o que foi publicado sobre o que Gianluca Prestianni disse nas investigações com a UEFA é falso. Ninguém nos contactou oficialmente para nos informar sobre possíveis sanções relacionadas com o assunto.”
Esta afirmação surge numa altura em que a figura do jogador está sob intensa observação, especialmente após os eventos recentes envolvendo o Benfica e o Real Madrid.
O tema foi também abordado por Francesco Farioli, na antevisão da partida FC Porto-Rio Ave, onde mencionou que tem visto “muitos comentários e análises diferentes de muita gente”
sobre a situação. Para ele, este caso transcende fronteiras e é de importância internacional. Farioli partilhou: “Da minha experiência, já trabalhei em seis países, cinco vezes fora do meu país e sei a sensação de ser estrangeiro. Temos sete passaportes diferentes só na equipa técnica. Sou aberto à diversidade, é uma oportunidade para todos aprendermos e sermos melhores.”
Essa abertura é algo que o técnico considera vital no diálogo sobre a polémica envolvendo Prestianni.
Farioli também fez questão de defender uma visão positiva perante as adversidades que o futebol e a sociedade enfrentam: “Em 2026, ser julgado pela cor da pele ou religião não pode ser um tema. É triste que ainda se discuta isso.”
Num contexto onde a diversidade deve ser celebrada, ele relatou uma reflexão pessoal através de uma fotografia antiga que compartilhou: “Esse vídeo ajuda-nos a dar uma perspetiva sobre a nossa vida enquanto seres humanos. O que ele diz é que essa experiência é uma lição de humildade, de entender quão pequenos somos e quantas más energias que mandámos para o lixo em discussões estúpidas.”
Assim, tanto Fernández como Farioli fazem eco a um desejo comum: a necessidade de serenidade e respeito dentro e fora do campo.