O futebol português e internacional estão novamente em choque após os recentes eventos envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni durante o jogo entre Benfica e Real Madrid. O incidente, que teve como alegação insultos de natureza racista, provocou reações contundentes de várias figuras do desporto e da sociedade.
Em resposta ao episódio, Luisão, ex-capitão do Benfica, expressou seu descontentamento com a atmosfera negativa que emergiu após o incidente. “Ontem fiquei muito chateado e hoje ainda mais porque nas redes sociais fui ofendido, chamaram-me macaco, Judas, disseram-me que não piso mais o Estádio. A camisola do Benfica é a minha segunda pele,” declarou Luisão ao comentar sobre as ameaças recebidas após defender Vinícius.
Reações e Declarações
Adicionalmente, o juiz Gonçalo Almeida, do Tribunal de Futebol da FIFA, manifestou ceticismo quanto à possibilidade de punição a Prestianni, afirmando que a prova documental e testemunhal pode não ser forte o suficiente. “Do ponto de vista documental não há prova e a prova testemunhal será um tanto ou quanto fraca - não será suficientemente forte para a condenação por insulto A, B ou C,” comentou Almeida, reiterando a necessidade de uma investigação minuciosa.
Mbappé, estrela do Real Madrid, também se manifestou, afirmando: “Eu ouvi cinco vezes, 100%. Há jogadores do Benfica que ouviram também. Temos de ser exemplos, são coisas que não podemos aceitar.” Este depoimento pode se tornar um elemento crucial na análise do caso, pois o jogador da seleção francesa estava próximo ao local do incidente.
Defesa e Reação de Vinícius
Por outro lado, Gianluca Prestianni utilizou suas redes sociais para se defender, alegando que não proferiu insultos racistas e lamentando as ameaças que recebeu. “Em momento algum proferi insultos racistas contra o jogador Vinícius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que pensava ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid,” afirmou o argentino.
Vinícius Júnior também se pronunciou após o jogo, onde expressou sua frustração com o protocolo de combate ao racismo adotado. “Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm ao lado a proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir,” disse o atacante, destacando a necessidade de uma resposta mais eficaz do futebol a atitudes racistas.
Reflexões sobre o Racismo no Desporto
A situação em torno do caso Vinícius Júnior reflete as complexidades do racismo no desporto e na sociedade atual, levantando a questão sobre o que deve ser feito para erradicar essas atitudes e garantir um ambiente mais inclusivo para todos os atletas.