Mourinho Esclarece Gestão de Plantel: Prioridade nas Vitórias e Casos Ivanovic e Dedic

  1. Mourinho prioriza vitórias e resultados desportivos.
  2. Ivanovic é gerido por características do adversário.
  3. Dedic tem problemas físicos e é gerido com cautela.
  4. Mourinho não recebe ordens para valorizar ativos.

José Mourinho, técnico do Benfica, veio a público esclarecer as suas opções de gestão do plantel, focando-se na situação de Franjo Ivanovic e na gestão física de Dedic. As declarações surgem na sequência de uma entrevista de Ivanovic, onde o avançado croata expressou a sua vontade de jogar mais, gerando alguma especulação sobre o seu futuro e a abordagem do treinador encarnado.

Questionado sobre a pouca utilização de Ivanovic e a possível desvalorização de um ativo do clube, Mourinho foi categórico na sua resposta. “A minha primeira missão enquanto treinador do Benfica é ganhar jogos. Nunca, nestes meses em que estou aqui, seja presidente, conselho de administração, diretor-geral ou diretor de futebol, nunca ninguém me disse para ter em atenção a valorização ou desvalorização de algum dos nossos ativos. O objetivo principal é sempre tentar ganhar o maior número de jogos. É nisto que penso quando faço as minhas escolhas”, afirmou o técnico, sublinhando a sua prioridade máxima. Esta perspetiva reforça a ideia de que as decisões de Mourinho são pautadas essencialmente pelo desempenho e pela estratégia para cada jogo, em detrimento de outros fatores financeiros ou de valorização de mercado dos jogadores.

A Filosofia de Mourinho: Ganhar Acima de Tudo

José Mourinho defende que a sua principal missão no comando do Benfica é garantir vitórias. O treinador português salientou que, desde que assumiu o cargo, nunca recebeu qualquer diretriz da direção do clube para considerar a valorização ou desvalorização de ativos. “A minha primeira missão enquanto treinador do Benfica é ganhar jogos. Nunca, nestes meses em que estou aqui, seja presidente, conselho de administração, diretor-geral ou diretor de futebol, nunca ninguém me disse para ter em atenção a valorização ou desvalorização de algum dos nossos ativos. O objetivo principal é sempre tentar ganhar o maior número de jogos. É nisto que penso quando faço as minhas escolhas”, declarou Mourinho, reforçando a sua prioridade inabalável.

Esta postura evidencia que as decisões de Mourinho são estritamente orientadas para o rendimento desportivo e para a estratégia de cada partida. A maximização dos resultados em campo sobrepõe-se a quaisquer outras considerações, sejam elas financeiras ou de projeção individual de jogadores no mercado de transferências.

A Gestão Individualizada: Um Equilíbrio Necessário

Apesar de priorizar as vitórias, o treinador do Benfica fez questão de frisar que a gestão individualizada dos jogadores também é tida em conta, ainda que de forma secundária. “Depois, obviamente que como treinador, gestor, líder de homens, também penso nisso, na individualidade, nas ambições dos jogadores, que há um Mundial daqui a uns meses e, sem provocar conflitos entre o que é fundamental e o que é secundário, o secundário também me interessa”, revelou Mourinho.

Esta nuance demonstra a preocupação de Mourinho em equilibrar a necessidade de conquistar triunfos com o desenvolvimento e a motivação dos seus atletas. O técnico reconhece a importância das aspirações pessoais de cada jogador, especialmente num ano de grandes competições internacionais, procurando gerir o plantel de forma a conciliar ambos os objetivos.

O Caso Franjo Ivanovic: Escolhas Táticas e Adversários

Relativamente a Franjo Ivanovic, Mourinho detalhou as suas considerações para a utilização do avançado. O treinador explicou que, apesar de o croata ter jogado pouco, esteve sempre presente nas convocatórias. “O Ivanovic tem jogado pouco, mas tem estado sempre presente, nunca ficou fora de uma convocatória, utilizei-o quando achei que devia utilizar, quando senti que as características do adversário, como o adversário jogava, como foi o caso do Nápoles, um adversário que conhecia muitíssimo bem. Achei que era o jogo ideal para as suas características e fui capaz de deixar de fora o Pavlidis”, explicou Mourinho.

Esta justificação ilustra como as características do oponente influenciam diretamente as escolhas do treinador, que prioriza o perfil de jogador que melhor se adapta à estratégia delineada para cada encontro. No embate com o Nápoles, as qualidades de Ivanovic foram consideradas mais apropriadas, inclusive levando à preterição de um jogador como Pavlidis, habitualmente uma opção mais regular.

Perfis de Jogadores: Adaptabilidade ao Jogo

Mourinho prosseguiu, comparando Ivanovic a outro jovem talento do plantel, Anísio Cabral. “Nos jogos da Liga, em que as equipas jogam muito baixas, fechadas, acumulam muita gente na área, há determinados perfis de jogador que fazem mais sentido. Por exemplo, o Anísio é um jogador que joga em espaços reduzidos, joga de costas para o adversário, serve de referência na área. Vou pelas características que nos podem ajudar a ganhar jogos”, disse o técnico.

Esta comparação com Anísio Cabral, um jogador mais adaptado a equipas que defendem em bloco baixo, realça a especificidade das escolhas de Mourinho para as diferentes dinâmicas de jogo, sobretudo no campeonato nacional, onde muitos adversários adotam posturas defensivas. O treinador sublinhou que cada decisão visa otimizar as chances de vitória, com base nas valências que cada jogador pode oferecer em determinado contexto tático.

A Situação de Dedic: Gestão Criteriosa de Lesões

Além da gestão de Ivanovic, Mourinho abordou a situação de Dedic, revelando uma gestão mais cautelosa devido a problemas físicos. “Não está bem, não podemos dizer que está lesionado e 100 por cento fora da competição, mas é um jogador que arrasta alguns problemas e que tem de ser gerido com pinças. Ok que cada jogo e ponto é decisivo, mas também há jogos em que se ele não jogar encontraremos soluções, e há outros em que se ele não jogar não encontraremos. Contra o Real Madrid, sem Dedic, é muito difícil encontrar uma solução de equilíbrio que possa jogar um jogo daquele nível. Até lá, temos de ir gerindo como fizemos contra o Tondela, porque efetivamente ele tem um pequeno problema”, referiu Mourinho.

Esta declaração evidencia a complexidade da gestão de atletas com problemas físicos e a importância de equilibrar a necessidade de vitórias com a saúde e a capacidade dos jogadores. Mourinho reconhece que a ausência de Dedic em jogos de alta intensidade, como contra o Real Madrid, seria mais crítica, sublinhando a sua importância estratégica no plantel e a necessidade de preservar a sua condição física para os momentos mais decisivos da temporada. As escolhas do técnico passam, assim, por uma avaliação contínua do estado físico e tático de cada atleta, visando sempre a obtenção dos melhores resultados para o Benfica.