O Benfica venceu esta quarta-feira a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal feminina, impondo-se por 1-0 ao Sporting de Braga no Estádio Amélia Morais, em Braga. O único golo do encontro surgiu logo ao segundo minuto, por intercepção de Caroline Moller, que cabeceou sem hipóteses para Patrícia Morais após um cruzamento da direita.
As encarnadas adiantaram-se cedo na eliminatória e levam vantagem para a segunda mão, marcada para 18 de março, onde procurarão confirmar a presença na final. A vantagem mínima mantém a eliminatória em aberto, mas dá ao Benfica a confiança para gerir o resultado em casa.
Golo decisivo e início avassalador
O lance do 1-0 nasceu de um cruzamento tenso da ala direita que encontrou Caroline Moller sozinha entre as centrais. A dinamarquesa antecipou-se e cabeceou com precisão, colocando o Benfica em vantagem quando praticamente ainda decorriam os 120 segundos iniciais.
O golo cedo traduziu-se em domínio territorial das visitantes nos momentos seguintes, com o Benfica a ganhar organização ofensiva e a obrigar o Braga a reorganizar rapidamente as suas linhas para responder ao ímpeto inicial.
Penalidade desperdiçada e reação do Braga
O Braga reagiu e teve oportunidade de empatar aos 14 minutos, quando Carolina Rocha foi derrubada na área e a árbitra assinalou grande penalidade. A bola ficou nos pés de Malu Schmidt, que assumiu a responsabilidade da conversão.
Na cobrança, a guarda-redes do Benfica, Lena Pauels, fez uma defesa de elevada qualidade e manteve a vantagem mínima para as visitantes, um momento determinante que manteve o encontro em aberto ao intervalo.
Oportunidades antes do intervalo
Após o penálti falhado, o Benfica voltou a aparecer com perigo, sobretudo através de Cristina Martin-Prieto, que criou desequilíbrios no último terço. Aos 26 minutos Lúcia Alves rematou cruzado, exigindo outra grande intervenção de Patrícia Morais para salvar o Braga.
O conjunto minhoto dispôs ainda de mais duas ocasiões flagrantes antes do descanso: Carolina Rocha atirou por cima aos 36 minutos e, três minutos depois, Leah Lewis cabeceou ao lado, desperdiçando oportunidades que poderiam ter mudado o panorama da eliminatória.
Segunda parte e gestão do resultado
Na segunda metade o Benfica voltou a aproximar-se do golo, com Caroline Moller a cabecear ao minuto 60 junto à área, mas sem sucesso na direcção da baliza. A partir desse momento o jogo perdeu alguma intensidade e as equipas passaram a privilegiar o controlo dos espaços.
Mais experiente na gestão do resultado, o Benfica, líder isolado do campeonato, equilibrou a manutenção da posse com a solidez defensiva, não permitindo ao Braga criar ocasiões de real perigo na parte final do encontro.
Estratégias, alterações e comandos técnicos
O Braga apresentou-se com Patrícia Morais na baliza e uma linha defensiva com Ágata Filipa, Leah Lewis, Miller e Alícia Correia. No meio-campo estiveram Nádia Bravo, Maria Alagoa e Inês Maia, enquanto Carolina Rocha, Ásdís Halldórsdóttir e Malu Schmidt apoiaram a transição ofensiva. Marwin Bolz orientou a equipa bracarense e efetuou cinco substituições ao longo do jogo.
O Benfica alinhou com Lena Pauels; Catarina Amado, Christy Ucheibe, Carole Costa e Marit Lund na defesa; Beatriz Cameirão, Pauleta e Caroline Moller no meio-campo; e Chandra Davidson, Lúcia Alves e Cristina Martin-Prieto no ataque. Ivan Baptista recorreu a mudanças táticas e introduziu substituições para preservar energias e fechar espaços.
As alterações mais significativas ocorreram no segundo tempo: no Braga entraram Cris Vieira, Rita Melo, Ashley Moon, Maribel Flores e Maria João Silva; no Benfica saíram Marit Lund, Cristina Martin-Prieto, Pauleta, Caroline Moller e Lúcia Alves, com entradas pensadas para gerir o relógio e proteger a vantagem.
Árbitra, disciplina, assistência e desfecho da eliminatória
A árbitra nomeada foi Sofia Gama (AF Lisboa) e a partida registou duas amonestações: Catarina Amado (40') e Inês Maia (48'). A organização contabilizou cerca de 400 espectadores no Estádio Amélia Morais.
Com a vitória por 1-0, o Benfica fica em posição favorável para a segunda mão no Estádio do Benfica, a realizar-se a 18 de março, e procura assegurar a presença na final marcada para 17 de maio. No outro lado da meia-final, Vitória de Guimarães e FC Porto empataram 2-2, mantendo aberta a luta pela outra vaga na final.