O presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-dama Brigitte Macron aterraram em Lisboa na tarde desta segunda-feira para uma visita de Estado de dois dias a Portugal, a primeira de um líder francês ao país vizinho em 26 anos.
Macron foi recebido no Mosteiro dos Jerónimos pelo presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, num cerimonial solene marcado pela chuva torrencial que caía na capital portuguesa. Após as honras militares e os hinos nacionais, o casal presidencial francês depositou uma coroa de flores no túmulo do poeta Luís de Camões, figura icónica da cultura portuguesa.
Agenda bilateral e declarações
Durante a sua estadia, Macron terá encontros agendados com o primeiro-ministro português, António Costa, e com o líder da oposição, Luís Montenegro. A agenda da visita inclui ainda uma reunião com empresários e a participação numa cimeira luso-francesa sobre inovação e transição digital.
Nas declarações iniciais, Macron destacou a importância desta visita histórica para fortalecer os laços entre Portugal e França, dois países com fortes ligações políticas, económicas e culturais. «É uma honra para mim estar aqui», afirmou o presidente francês, sublinhando o compromisso de reforçar a cooperação bilateral em áreas como a defesa, a energia e as alterações climáticas.
Relações luso-francesas
Por seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa saudou a chegada de Macron, salientando que esta visita «abre uma nova página nas relações luso-francesas». O chefe de Estado português frisou que os dois países partilham «valores comuns» e estão unidos na defesa da democracia, do Estado de direito e da integração europeia.
A visita de Macron a Portugal surge num momento em que as relações entre os dois países atravessam um período bastante positivo, com uma agenda de cooperação reforçada em várias frentes.