Treinadores do AVS e Moreirense analisam o desempenho das equipas após empate

  1. AVS: sexto jogo consecutivo a pontuar.
  2. João Henriques: "Sabor agridoce" no empate.
  3. Moreirense: Vasco Botelho considera empate justo.
  4. Botelho da Costa: Época "positiva" para o Moreirense.

Após o último confronto do campeonato, os treinadores João Henriques do AVS e Vasco Botelho da Costa do Moreirense partilharam as suas análises sobre o desempenho das suas equipas. Apesar de um empate que pontuou o sexto jogo consecutivo a pontuar para o AVS, Henriques expressou um sentimento agridoce. “Foi um domínio consentido da nossa parte para poder explorar as costas do Moreirense. Sabíamos que o Moreirense envolve muita gente na frente, mas quando perde a bola estava desequilibrado. O Moreirense teve mais bola, mas nós tivemos as melhores oportunidades. Ficamos com um sabor agridoce neste encontro. Olhamos para a época e ver que o AVS faz hoje o sexto jogo consecutivo a pontuar, ficamos satisfeitos. Há jogadores que saem valorizados e com os pontos conquistados nesta última fase do campeonato, podíamos ter alcançado a manutenção facilmente”, afirmou João Henriques.

Questionado sobre a satisfação com o término do campeonato, João Henriques refletiu sobre a dinâmica das vitórias e derrotas e a superação da sua equipa. “As dinâmicas das derrotas e vitórias têm muita força. Cheguei ao AVS com apenas três pontos, fruto de três empates e nenhuma vitória, era muito difícil, mas foi um crescimento bom, um valorizar de ativos e ainda haver a especulação de jogadores associados a grandes clubes e para nós é gratificante. Criámos uma equipa, potenciámos jogadores, e isso é um dos trabalhos das equipas técnicas. Nesta fase final, todos saíram valorizados, ao contrário do que diz a tabela classificativa. Este desafio faz com que eu saia mais treinador. Estou tremendamente orgulhoso porque treinei com homens de caráter, porque conseguiram reerguer-se e construir uma equipa. Todos somos uns privilegiados em estar na I Liga e por isso vínhamos para os treinos com muita alegria e entusiasmo. Estou muito feliz por voltar a treinar na I Liga e já levo quase 150 jogos. Estamos associados a uma descida de divisão, mas acabamos por valorizar.” Em relação ao seu futuro, Henriques indicou que fará um balanço para decidir o melhor para todas as partes, esperando que o AVS seja um forte candidato à subida na próxima época.

Do lado do Moreirense, Vasco Botelho da Costa considerou o empate como justo e fez um balanço positivo da temporada. “Hoje fomos muito mais sérios do que na semana passada, mas não tão intensos como gostaria, principalmente com bola. Cometemos um ou outro disparate que deu oportunidades ao AVS, por isso acho que o resultado é justo”, disse Vasco Botelho da Costa. Sobre a época, Botelho da Costa destacou a ausência da palavra “manutenção” do vocabulário do clube, evidenciando o sucesso alcançado. “Tem de ser considerada uma época positiva. Num campeonato tão competitivo, conseguimos não ouvir a palavra manutenção e isso é muito bom. Este é um projeto com o qual me identifico bastante, porque todos sabemos o nosso papel e essa foi a chave do sucesso. Estou mal-habituado, mas sou um insatisfeito por natureza. Uma das nossas missões é valorizar os jogadores, porque o Moreirense é um clube vendedor e é normal individualizar um ou outro atleta, mas naquele balneário há muitos jogadores que merecem destaque.” Questionado se o Moreirense pode almejar voos mais altos, Botelho da Costa manteve um discurso realista. “É complicado clubes como o Moreirense olhar para objetivos que não a manutenção, por muitos passos que se dê em frente e temos o exemplo do Santa Clara. Temos de olhar para o campeonato de uma forma realista. O objetivo do Moreirense tem como objetivo começar a olhar para outros voos, mas há muita coisa por trás que está a ser trabalhada e leva tempo. Demos passos importantes e sinto que numa transição de uma época para a outra, temos uma boa base. Agora é descansar, passar tempo com os nossos, e vir com muita vontade de fazer melhor, mas vir com a consciência de que vai ser uma época difícil.”

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