João Henriques, treinador do AVS, expressou a importância de deixar o campo com um sentimento de dever cumprido. “Um ponto de honra para nós é sair de cada jogo como saímos do último, com um sorriso, como sinal de dever cumprido”
, afirmou, na antevisão ao jogo de sábado, na Choupana. Esta postura, segundo o técnico, “dignifica a Liga, a vila, os adeptos e o clube”
.
Refletindo sobre o empate recente frente ao Sporting, Henriques destacou a resiliência da equipa: “A melhor reação foi esta mesmo. É difícil, não só o momento da descida, como o que vem para a frente. Se calhar ninguém acreditaria na resposta do AVS [no empate, 1-1, frente ao Sporting], mas foi algo tremendo em termos de profissionalismo”
. Ele reconhece que, apesar de a equipa sair com a sensação de que o empate sabe a pouco, a próxima partida traz uma nova oportunidade.
Para Henriques, o jogo contra o Nacional não será fácil, mas a sua equipa está pronta. “Vai ser um desafio exigente. O Nacional está num bom momento, ao vencer três dos últimos quatro jogos, e perto de garantir a permanência. Tem bons jogadores e está bem orientado, mas estamos preparados com o que é obrigatório: atitude competitiva e seriedade”
, sublinhou.
O técnico também refletiu sobre a sua chegada ao clube e as suas responsabilidades, admitindo que a situação poderia ser diferente se tivesse chegado mais cedo. “Senti isto já dito pelos jogadores. No final do jogo com o Sporting, um jogador aproximou-se e disse: 'o que é que o mister esteve a fazer tanto tempo na Polónia?' Sinto que estaríamos noutra posição, mas não podemos mudar o que está para trás”
, relatou.