O Académico de Viseu empatou a zero com o Farense na 31.ª jornada da II Liga, num jogo marcado por grande intensidade e uma decisão polémica do VAR. A partida, disputada no Estádio de São Luís, em Faro, viu o Farense jogar toda a segunda parte com dez jogadores após a expulsão de Balla Sangaré nos descontos da primeira parte. Apesar da vantagem numérica, o Académico de Viseu não conseguiu desfazer o nulo, o que pode comprometer as suas aspirações de promoção à I Liga.
O momento mais controverso do jogo ocorreu entre os minutos 86 e 90+2, quando o árbitro João Gonçalves assinalou uma grande penalidade a favor do Académico de Viseu. Após uma longa espera de quase seis minutos e a consulta do VAR, a decisão foi revertida. O juiz verificou que, antes da mão na bola de Rafael Teixeira do Farense, André Clóvis, avançado do Académico de Viseu, também tinha tocado na bola com a mão. Essa anulação gerou 13 minutos de compensação, mas o resultado manteve-se inalterado.
Com este empate, o Académico de Viseu permanece com 54 pontos na II Liga, mas vê a sua margem para Torreense e União de Leiria, ambos com 49 pontos e menos um jogo, ser encurtada. Esta situação coloca a equipa de Viseu em perigo de perder a sua considerável vantagem na corrida pela subida. Por outro lado, o Farense, com 36 pontos e na 14.ª posição, luta pela manutenção e pode terminar a jornada em zona de playoff de descida. A luta nos dois extremos da tabela continua acesa, com cada ponto a ser crucial para as ambições de cada equipa.
Apesar do resultado final, o jogo foi repleto de oportunidades, especialmente para o Académico de Viseu, que começou melhor com um bom disparo de Clóvis, logo aos 6 minutos, defendido por Brian Araújo. No entanto, a equipa sentiu dificuldades em criar lances perigosos em ataque posicional. O Farense, mesmo com menos um jogador, mostrou-se aguerrido e criou algumas situações de perigo na segunda parte, impulsionado pela entrada de Rui Costa e André Candeias.