AVS e Rio Ave: Treinadores preveem desafios na 30.ª jornada da I Liga

  1. AVS: último classificado com 12 pontos
  2. Rio Ave: 11.º da tabela com 33 pontos
  3. Jorge Henriques: "Não me belisca absolutamente nada uma descida de divisão nestas condições"
  4. Sotiris Silaidopoulos: "A humildade é um pilar fundamental"

Na antevisão do confronto da 30.ª jornada da I Liga, o treinador do AVS, Jorge Henriques, abordou a difícil situação da sua equipa e a esperança de dignificar o clube. “Vamos fazer o nosso trabalho, à semelhança do que voltámos a fazer com o Vitória, sabendo que [a permanência] não está nas nossas mãos. Queremos ser uma equipa competitiva e lutar pelos pontos até ao fim, sentir o crescimento da equipa e melhorar a eficácia, dignificando o clube e a competição”, afirmou Henriques. O AVS, último classificado com 12 pontos, enfrenta um Rio Ave em boa forma, 11.º da tabela com 33 pontos.

Henriques reconheceu o desafio de defrontar um adversário com as contas resolvidas e numa boa sequência de resultados. “O Rio Ave já tem as suas contas resolvidas e vem da melhor sequência de resultados da época. Tem jogadores de qualidade e, depois de uma fase mais intermitente, conseguiu uma consistência boa e os resultados surgiram. Vai ser muito difícil de defrontar”, sublinhou. Apesar da iminente descida de divisão, o técnico do AVS insiste na importância de manter a competitividade: “Isto era um desafio que, visto de fora e pelos números, pouca gente acreditava. Acreditei nas pessoas e na estrutura e continuo a acreditar, porque desde que cheguei a equipa melhorou em muitos aspetos: deixou de sofrer golos como sofria, passando a ter baliza a zeros algumas vezes, passou a fazer pontos”. Para o técnico, o trabalho desenvolvido foi positivo: “Não me belisca absolutamente nada uma descida de divisão nestas condições. Está à vista de todos o trabalho que foi feito. Foi uma luta constante à procura de outros objetivos, e foi um desafio como líder colocar a cabeça dos jogadores a lutar por esses objetivos. Estamos à beira de evitar que isto seja mesmo catastrófico, indo à procura de ir além dos 15 pontos”. Concluindo a sua reflexão, Henriques acrescentou: “Vim sabendo o risco. Se corresse bem, era extraordinário. Sem a tabela classificativa, o trabalho foi bom, conseguindo inverter a situação que estava numa espiral muito negativa, sentindo-me muito bem de cada vez que venho para aqui”.

Do lado do Rio Ave, o treinador Sotiris Silaidopoulos mostrou-se satisfeito com o percurso da equipa, mas mantém os pés na terra. “Estamos muito satisfeitos com o nosso desempenho, mas não só todos os jogos merecem a mesma resposta, como sou um homem que não abdica de certos princípios. A humildade é um pilar fundamental e um valor que tem de nos acompanhar no que falta fazer e é importante para todos manter o foco para amealhar o máximo de pontos possível no que resta”, declarou Silaidopoulos. O treinador grego também elogiou o adversário, apesar da sua posição na tabela: “O AVS SAD tem apresentado desempenhos que não são compatíveis com a posição que ocupa”. “A performance do nosso adversário frente ao Vitória, na última jornada, foi boa, além de que estou em Portugal há vários meses e até agora ainda não vi nenhum jogo fácil, pelo que também não estou à espera que este jogo com o AVS SAD seja mais fácil por todas as circunstâncias”, salientou. Silaidopoulos demonstra um forte carinho por Vila do Conde. “Gosto imenso de Portugal, mas temos de deixar ver o que o final de época nos dá. Posso dizer que aqui sinto-me em casa. Vila do Conde faz-me lembrar Kos, a ilha de Hipócrates que também é a minha ilha na Grécia, mas o que realmente faz a diferença são as pessoas e eu gosto muito das pessoas daqui”, partilhou. Independente do futuro, Silaidopoulos acredita no potencial do clube: “o Rio Ave, por força do seu crescimento e desenvolvimento, será um dos melhores clubes para qualquer treinador ou jogador”.

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