Após o empate a zeros entre Alverca e AVS na 25.ª jornada da I Liga, os treinadores João Henriques e Custódio partilharam as suas análises e sensações sobre o desfecho da partida. João Henriques, técnico do AVS, destacou que a sua equipa criou as melhores oportunidades, embora o resultado final não tenha sido o ideal.
As palavras de João Henriques espelham um sentimento de alguma justiça no resultado, mesmo considerando as chances criadas pela sua equipa. “Saí com a sensação de alguma justiça, embora as melhores chances tivessem sido nossas. Na primeira parte, temos duas e ainda a bola no poste, na segunda. Foi um jogo equilibrado, encaixado”
, afirmou o técnico do AVS. Apesar do controlo demonstrado pela equipa nos minutos finais do Alverca, e da capacidade de manter a baliza a zeros, a equipa não se mostra satisfeita com o ponto conquistado. “Saímos com um ponto, não satisfeitos de todo, mas com o sentimento de ver a equipa a crescer de jogo para jogo. Ofensivamente, errámos muitos passes, mas isso vai-se conquistando com os pontos, com o crescimento”
, realçou João Henriques, já focado no próximo desafio. “No próximo jogo em casa, temos uma boa chance para conquistar pontos e dar sequência. É isto: crescer com confiança. Os jogadores sabem o que têm de fazer. Estamos limitados em termos de lesões, mas, no fundo, felizes com este crescimento”
, disse o treinador, antecipando o confronto com o Santa Clara, um adversário direto na luta pela manutenção.
Do lado do Alverca, Custódio reconheceu que, embora a equipa tenha tido mais posse de bola, a concretização das oportunidades foi um fator em falta. “Sim. É um facto. Em termos estatísticos, acho que está do nosso lado. O AVS acabou por ter boas chances, mas penso que, a jogar contra o vento na primeira parte, fomos demasiado lentos”
, admitiu Custódio. O técnico expressou a sua insatisfação com a lentidão da equipa na primeira parte e a incapacidade de manter a intensidade desejada ao longo do jogo. “Fomos demasiado lentos, acho que devíamos ter sido muito mais o que fomos nos últimos 20, 15 minutos. Esperava muito mais da equipa a carregar. Era isso que tínhamos preparado, mas era preciso fazer muito mais no início para que o desgaste físico se revelasse mais cedo. Acabou por não acontecer”
, explicou o treinador, que busca incutir uma mentalidade de ambição e energia nos seus jogadores. “É o que tento passar sempre: ambição, energia. Faz parte do que sou e faz parte deste grupo. Eles são corajosos, ambiciosos. Isso sente-se na época do Alverca, mas, às vezes, demoram mais a sentir o jogo e os espaços, mas eles sabiam o que era preciso fazer”
, concluiu Custódio, evidenciando a busca contínua por melhorias na performance da equipa.