O Estoril regressou às vitórias de forma categórica, goleando o AVS SAD por 3-0, num jogo da 28.ª jornada da I Liga que demonstrou a superioridade dos canarinhos. A partida, disputada no Estádio António Coimbra da Mota, viu André Lacximicant brilhar intensamente com um hat-trick, selando um triunfo que alivia a pressão sobre a equipa da Linha.
No rescaldo do encontro, tanto Ian Cathro, treinador do Estoril, como Rui Ferreira, técnico do AVS SAD, partilharam as suas análises, oferecendo perspetivas distintas sobre o desenrolar do jogo e o futuro das suas equipas na competição.
A Satisfação de Ian Cathro
Ian Cathro não escondeu a sua satisfação com a exibição da equipa, destacando a atitude competitiva dos jogadores como fator determinante para o sucesso. “A grande qualidade que esta equipa mostrou foi a fome de competir e de ganhar”, afirmou o técnico escocês, sublinhando o domínio estorilista ao longo da partida: “Conseguimos manter o nosso ritmo, impor o nosso jogo ao longo de quase 90 minutos”.
Cathro abordou ainda a importância de quebrar o ciclo de jogos sem vencer, referindo que a equipa encarou o desafio com a motivação necessária. O treinador revelou ainda uma curiosidade sobre a sua abordagem antes da partida: “Antes da partida, brinquei com os meus jogadores dizendo que a equipa estava em crise, mas isso era para eles sentirem que não querem o conforto de uma posição tranquila”.
O técnico não poupou elogios a André Lacximicant, autor de um hat-trick, mas fez questão de salientar o trabalho coletivo da equipa. “Mostrou muita capacidade e qualidade, mas o mais importante é que estamos, já há alguns meses, a construir um grupo em que todos os jogadores trabalham muito, todos os dias”, concluiu Cathro.
O Lamento de Rui Ferreira
Do lado do AVS SAD, Rui Ferreira lamentou a प्रदर्शन da sua equipa, reconhecendo as dificuldades sentidas ao longo do jogo. “Na primeira parte, entrámos mal. Usámos e abusámos do pontapé para a frente, na procura do Mercado. Mas é o que digo sempre: as coisas podem não sair, o nervosismo está bem patente e tentámos libertar a pressão, mas sem bola é uma questão de concentração, de atitude competitiva, raça, nervo... Isso não podemos deixar de ter. Acabámos por sofrer o primeiro golo da forma que aconteceu, o segundo num mau alinhamento defensivo”, analisou o treinador.
Rui Ferreira reconheceu a necessidade de uma reação por parte da sua equipa, admitindo que a atitude competitiva não esteve ao nível exigido. “Na segunda parte, tínhamos de encostar mais no adversário e, logo aos 40 segundos, permitimos uma oportunidade de golo para o Estoril Praia. Portanto, é difícil, temos de fazer um mea culpa, temos de perceber que não podemos deitar a toalha ao chão, temos de andar. Não foi um jogo feliz e temos de trabalhar, para melhorar, mas temos de ter uma atitude competitiva muito mais forte e feroz para abordar os nossos jogos e sinto que não estamos a ter”, afirmou.
Lacximicant: A Estrela da Companhia
André Lacximicant foi, sem dúvida, o homem do jogo. O avançado demonstrou faro de golo e oportunismo, aproveitando as oportunidades que lhe foram concedidas. Ao concretizar um hat-trick, Lacximicant não só garantiu a vitória do Estoril, como também se afirmou como uma peça fundamental no esquema tático de Ian Cathro.
A sua exibição não passou despercebida, valendo-lhe os elogios do treinador e o reconhecimento dos adeptos, que viram em Lacximicant um motivo para acreditar num futuro mais risonho para o Estoril.
A Luta pela Manutenção
Apesar da derrota, Rui Ferreira garantiu que o AVS SAD não vai desistir de lutar pela manutenção. “Não vamos desistir nunca. Jamais iremos atirar a toalha ao chão, dependemos de nós e vamos lutar pela manutenção, porque o clube assim merece. As pessoas têm feito de tudo para que o clube possa crescer e cimentar-se na I Liga. Acredito que consigamos esse objetivo, mas temos de ter uma atitude competitiva mais feroz para competir contra estes adversários”, assegurou o técnico.
O AVS SAD enfrenta agora um período crucial, onde cada jogo será encarado como uma final. A equipa terá de demonstrar uma atitude mais aguerrida e uma maior consistência tática se quiser garantir a permanência no principal escalão do futebol português.