Num encontro decisivo na luta pelo título, o jogo entre o AVS e o Sporting ficou marcado pelas polémicas decisões da equipa de arbitragem, com o jogador Diomande do AVS no centro da cena. O atleta protagonizou duas incidências que ditaram a marcação de uma grande penalidade a favor da sua equipa e a expulsão de um adversário.
Perante este cenário, o treinador do Benfica, Rui Borges, teceu duras críticas à atuação do VAR, considerando que as decisões não foram justas. «Não estou a por em causa a justiça das decisões, mas a forma como foram tomadas», afirmou o técnico, apontando ainda que «outros fazem o mesmo e não são punidos».
Diomande, o verdadeiro prevaricador
No entanto, uma análise mais atenta aos factos revela que o verdadeiro prevaricador neste caso foi o próprio Diomande. O médio do AVS foi expulso em dois jogos consecutivos, com o seu treinador a desresponsabilizá-lo, alegando que «outros fazem o mesmo e não são apanhados». Esta é uma mensagem perigosa a passar ao jogador, que deve aprender a controlar os seus ímpetos em campo.
Diomande merece um puxão de orelhas, defende o colunista Jorge Pessoa e Silva. Havendo ou não críticas na forma como foi apanhado, teve duas intervenções perfeitamente gratuitas, negligentes e pouco consentâneas com um jogador de qualidade. O articulista considera que a melhor forma de não ser castigado ainda é... nada fazer que mereça punição, em vez de encontrar meios de não ser apanhado.
Responsabilidade e maturidade como solução
Num momento crítico da temporada, quando o campeonato está em jogo, a atitude de Diomande pode ter custos elevados para a sua equipa. Numa altura em que os recursos humanos são escassos, o AVS não se pode dar ao luxo de perder jogadores por alegadas injustiças arbitrais, mas sim de exigir responsabilidade e maturidade aos seus atletas, como forma de evitar situações que coloquem em risco os objetivos da temporada.