Na antevisão à visita ao Moreirense, Vasco Seabra, técnico do Arouca, analisou o percurso recente da equipa. Seabra mostrou-se convicto de que o desempenho dos lobos
tem sido superior aos resultados obtidos em campo.
Após a dolorosa derrota caseira frente ao Benfica, onde o golo decisivo surgiu já nos descontos, o Arouca procura agora dar a volta por cima na deslocação a Moreira de Cónegos. O Moreirense, adversário desta jornada, também atravessa um período de resultados menos positivos e espera quebrar a sequência desfavorável na partida contra a equipa do Arouca.
Vasco Seabra sublinhou a discrepância entre o que tem sido apresentado em campo e a pontuação atual da equipa. “Temos menos pontos do que os nossos desempenhos têm merecido, mas temos de ser nós a ser proativos e a ir atrás. As exibições dão-nos a sensação clara de que vamos conseguir pontos como no início da segunda volta”
, afirmou o treinador. Esta declaração reflete a confiança do técnico na capacidade da sua equipa em reverter o cenário atual, destacando a importância de manter a proatividade e a crença no trabalho desenvolvido. O treinador abordou ainda a qualidade do adversário e do seu oponente no banco técnico. “Agradeço ao mister Vasco [Botelho da Costa], sei que ele gosta de dar música para os meus ouvidos. É muito bom treinador, tem feito uma campanha fantástica e o percurso dele é significativo. É um campo muito difícil de jogar, toda a gente tem muita dificuldade em retirar pontos lá. Sofrem pouco e gostam de ter protagonismo, tal como nós”
, realçou. Estas palavras demonstram o respeito e a admiração pelo trabalho de Vasco Botelho da Costa, realçando a dificuldade que é jogar no terreno do Moreirense e a ambição de ambas as equipas em serem protagonistas.
Em relação às opções disponíveis no plantel, Seabra destacou a competitividade interna. “O nosso grupo tem estado competitivo, é difícil entrar no 11. Mas temos várias opções com qualidade. O Nandín e o Mayulu estão ambos disponíveis, o Puche já jogou lá, o Mansilla fez um bom jogo no Dragão, o Pablo também tem qualidade. Acima de tudo temos de ser humildes porque vamos ter de correr muito”
, frisou o treinador. Esta perspetiva evidencia a profundidade do plantel do Arouca e a dificuldade que os jogadores enfrentam para garantir um lugar no onze inicial, ao mesmo tempo que enfatiza a necessidade de humildade e trabalho árduo para alcançar os objetivos.
Por fim, Vasco Seabra abordou a questão da arbitragem, escolhendo uma abordagem construtiva. “Não gosto muito de falar de arbitragens, quando falamos acaba por ser um grito de revolta a dizer que também estamos aqui. Continuamos a acreditar nos árbitros. Acho que estamos melhor do que há três ou quatro anos e estamos a melhorar. A nossa liga é muito boa e nós desvalorizamo-la mais do que tendemos a valorizar. Os clubes mais pequenos também têm de ter crescimento porque isso depois também aumenta a competitividade e ajuda os grandes a irem mais longe nas competições europeias”
, concluiu. O técnico defendeu a evolução da arbitragem portuguesa e a importância de valorizar a liga nacional, apontando o crescimento dos clubes mais pequenos como um fator crucial para aumentar a competitividade geral e beneficiar os grandes
nas competições europeias.