Carlos Pinho absolvido de fraude fiscal; Boavista avança na recuperação financeira

  1. Carlos Pinho absolvido de fraude fiscal
  2. Três arguidos condenados por contraordenações
  3. Boavista pagou 53 mil euros a credores
  4. Tranche de 96 mil euros até 6 de fevereiro

O presidente do clube Arouca, Carlos Pinho, foi absolvido de um crime de fraude fiscal, numa decisão que considerou a sua conduta não punível criminalmente. Esta deliberação envolve ainda outros nove arguidos, destacando-se diferentes desfechos no processo que envolveu acusações relacionadas com declarações fiscais.

No contexto financeiro do futebol português, o Boavista tem mostrado avanços relevantes ao realizar pagamentos significativos para resolver dívidas antigas, sinalizando esforços para estabilizar a sua situação económica apesar dos desafios recentes.

Decisão judicial no caso Arouca

Nos desdobramentos do processo judicial, três dos arguidos foram condenados por declararem vantagens patrimoniais superiores a 15 mil euros nas suas declarações fiscais, situação que a lei classifica como contraordenação tributária. Dois destes indivíduos receberam penas suspensas de prisão, respetivamente de quatro anos e de três anos e dez meses, sujeitas à condição de pagamento anual de parte dos valores apropriados.

Além das penas suspensas, uma sociedade também foi sancionada com uma multa de 16 mil euros. Importa notar que o principal arguido, um empresário da construção civil de Arouca, já tinha sido condenado em 2017 a três anos de prisão com pena suspensa pelo crime de fraude fiscal qualificada, o que reforça a complexidade e gravidade dos casos envolvidos.

Recuperação financeira do Boavista

O Boavista deu um passo importante ao depositar mais de 53 mil euros na conta destinada à massa insolvente dos seus credores, apesar de não ter cumprido o prazo inicial de 13 de janeiro. Este pagamento destina-se a liquidar parte das dívidas acumuladas, enquanto o clube continua a gerir as suas despesas correntes.

Até ao momento, o Boavista conseguiu cobrir as despesas correntes do mês, mas ainda resta uma tranche de 96 mil euros para pagar até 6 de fevereiro, que é a primeira de três prestações programadas para amortizar as suas obrigações financeiras antigas. Para além disso, um potencial investidor encontra-se em negociações com os credores, o que poderá ser crucial para garantir a viabilidade futura do clube e o cumprimento dos compromissos financeiros.

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